quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

vão caindo as penas

Vão-me caindo as penas, neste levantar de mulher cansada.
Ergo-me devagar pois de cada vez que me levanto um pouco, algo me derruba.

E levanto-me outra vez. E levantar-me-ei sempre, enquanto houver quem me mereça.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

dar a volta por cima

Cantando Betânia:

Chorei, não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral não fica no chão
Nem quer que mulher
Venha lhe dar a mão
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
Dá a volta por cima

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

tremores, temores e felicidades

Tal como a ave nascida que em pouco se põe muito, tremo agora. Tremo de frio e de medos, de felicidades também. Saída de um casulo emocional, ainda não consegui pôr ordem no mundo cá fora. Nesse mundo, onde deixei à deriva barcos e marinheiros da minha vida. Levantei-me para sacudir a poeira mas há tanto para fazer! 

5/2/2012


FÉNIX


A história de Fénix sempre me fascinou. Há um momento de cada ano em que tenho vontade de nascer outra vez, não das cinzas tal como a dita a quem dedico o nome destas escritas, mas de um entorpecimento que atinge o seu auge em Janeiro. Não gosto de Janeiro.
Este ano, a minha necessidade de renascer é mais profunda, o meu entorpecimento começou mais cedo e foi mais fundo no meu ser, em Junho, quando a esperança acabou. Faltas-me, pai!
Esgotou-se-me a vontade de apreciar o sol e a energia que me manteve morna era a vossa, de ti, de vós rapazes meus, discretos a amparar a minha alma, de vós primos e amigos.
Mais uma vez Janeiro foi-me mau. Acabou. E com Fevereiro chegaram novas esperanças e a  vontade imensa de passar a limpo algumas escritas esborratadas. E voltar a mim.

2/2/2012