quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

de meu valentim

"queres ser minha namorada?
se quiseres dou-te um beijo
também tenho um abraço
um bombom e um chiclete
o meu cromo preferido
e uma vida apaixonada ..."

e eu disse: sim. sim. sim!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

ser feliz é para os tontos

É coisa que se se ouve muito por aí: ser feliz é para os tontos.

E, no entanto proliferam artigos sobre a felicidade e como alcançar tal estado de graça, abundam livros que se propõe ensinar-nos ou ajudar-nos a sermos felizes, rara é a página facebookiana que não apresenta post intitulado ser "feliz é ...", ou "a felicidade está...", com partilhas e likes em grandes números.

De repente (ou talvez não, eu é que tenho andado distraída) anda toda a gente à procura do santo graal da felicidade enquanto se destila antidepressivos e ansiolíticos à escala industrial.

Quanto a mim, sempre acreditei em desejos de vela de aniversário e de estrelinhas, na passagem d' ano, em número mágico de três. _seria tonta? talvez ... Um dos desejos era invariavelmente, desde a adolescência madura, "ser feliz". E com este, quase que dispensava formular os restantes.

Durante anos a fio considerei-me uma pessoa feliz, crente nas pessoas, confiante em mim, no ar, na água e nas estrelas. Não me lembro de como se acumularam tantas desilusões, de como e quando deixei de ser feliz. Recordo apenas um limbo onde terei anestesiado durante uma década os males que me enterravam.

Hoje não formulo o desejo de ser feliz; apenas ensejos mortais. E com a sua concretização, em pequenos episódios de quotidiano, fico contente tantas vezes, fico feliz até. Tenho mais vagar para isso, agora que desisti da corrida ao ouro da felicidade.

Contudo, há alturas em que tenho saudades de ser tonta.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

mulher de pouca fé

Tardei a confrontar-me com aquele momento em que se perde a ingenuidade e, como tudo o que acontece fora do seu tempo, demora no retomar o fio da vida. É o momento e que se perde a fé e a confiança, até em nós, e é essa que importa conquistar primeiro.

Tenho ainda muito caminho a fazer até ao dia em que, sem bengalas de qualquer espécie, seguirei confiante. Fá-lo-ei! Pelo menos nisso, acredito.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

janeiro fora

Janeiro fora: mais uma hora! diz-se por aí com agrado pelo crescer dos dias. Para mim é enguiço que se quebra, maleita que se cura, morte que se adia. Por mais um ano, pelo menos, decido!